Sim. Sem dúvida! A mitologia grega tem histórias interessantes que inspiraram escritores, pintores e escultores...
Eros e Psiquê, de Antonio Canova, concluída por Adamo Tadolini, em 1824
Estas foram as palavras de Eros, para a sua amada Psique no belo
mito grego. Eros foi o resultado da União de duas forças opostas (como a Noite
e o Dia, A Beleza e a Guerra). A ideia é a de que o Amor é o resultado da união
dos contrários, é o equilíbrio entre duas formas opostas e irreconciliáveis. Psique
era a mais nova de três filhas de um rei de Mileto e era extremamente bela. A sua
beleza era tanta que
incomodava a deusa Afrodite. Profundamente ofendida e enciumada,
Afrodite enviou o seu filho, Eros, com a missão de a fazer apaixonar pelo homem
mais feio e vil de toda a terra. Porém, ao ver a sua beleza, Eros apaixonou-se
profundamente por Psiqué. Eros apaixona-se
por Psique mas impõem uma condição à sua amada para que esse amor se tornasse
Eterno. Ela nunca poderia ver o seu rosto. Presa num castelo, Psique ficava à espera
de um homem que todos e até ela achavam que era um monstro terrível pois não
podia ver o seu rosto. Mesmo assim viveram um enorme amor, viveram dias e
noites de intenso êxtase e felicidade. Aconselhada pelas suas irmãs
que a invejavam, planeou uma forma de conseguir ver o rosto do amado. Acendeu
uma vela e qual não foi a sua surpresa ao ver o seu amor que dormia na
cama e tinha um rosto angelical, era uma das mais belas criaturas. Mas um pingo
da vela caiu no rosto de Eros e acordou-o. Muito triste por a sua amada ter
quebrado o juramento foi-se embora e disse as seguintes palavras " O amor
não vive sem confiança" “ O amor não pode conviver com a suspeita”
Psique ficou inconsolável. Tentou suicidar-se
atirando-se em um rio próximo, mas as águas a trouxeram gentilmente para a margem.
Foi então alertada por Pan para esquecer o que se passou e procurar novamente
ganhar o amor de Eros. Psique, resolvida a reconquistar a confiança de Eros, foi
à sua procura por todos os lugares da terra, dia e noite, até que chegou a um
templo no alto de uma montanha. Com esperança de lá encontrar o amado, entrou
no templo e viu uma grande confusão de grãos de trigo e cevada, ancinhos e
foices espalhados por todo o recinto. Convencida que não devia negligenciar o
culto a nenhuma divindade, pôs-se a arrumar aquela desordem, colocando cada
coisa no seu lugar. Deméter, para quem aquele templo era destinado, ficou
profundamente grata e disse-lhe: - "Ó Psique, embora não possa livrá-la da
ira de Afrodite, posso ensiná-la a fazê-lo com as suas próprias forças: vá ao
seu templo e renda a ela as homenagens que ela, como deusa, merece." Afrodite,
ao recebê-la no seu templo, não esconde a sua raiva. Afinal, por causa dela o
seu filho desobedeceu às suas ordens e agora tentava recuperar das feridas que
ela tinha causado. Como condição para o seu perdão, a deusa impôs uma série de
tarefas que deveria realizar, tarefas tão difíceis que poderiam causar a sua
morte. Primeiramente, deveria, antes do anoitecer, separar uma grande
quantidade de grãos misturados de trigo, aveia, cevada, feijões e lentilhas.
Psique ficou assustada diante de tanto trabalho, porém uma formiga (amiga) que
estava próxima, ficou comovida com a tristeza da jovem e convocou o seu
exército a isolar cada uma das qualidades de grão. Depois, Afrodite ordenou que
fosse até às margens de um rio onde ovelhas de lã dourada pastavam e trouxesse
um pouco da lã de cada carneiro. Por fim deveria subir ao topo de uma alta
montanha e trazer para Afrodite uma jarra cheia com um pouco da água escura que
jorrava de seu cume. Revoltada com o sucesso da jovem, Afrodite planeou uma
última, porém fatal, tarefa. Psique deveria descer ao mundo inferior e pedir a
Perséfone, que lhe desse um pouco de sua própria beleza, que deveria guardar numa
caixa. Desesperada, subiu ao topo de uma elevada torre e quis atirar-se, para
assim poder alcançar o mundo subterrâneo. A torre porém murmurou-lhe instruções
de como deveria entrar e os cuidados a ter, os perigos a evitar advertindo-a:
- "Quando Perséfone lhe der a caixa com a sua beleza, toma cuidado, não olhes para dentro da caixa, pois a beleza dos deuses não cabe a olhos mortais."
- "Quando Perséfone lhe der a caixa com a sua beleza, toma cuidado, não olhes para dentro da caixa, pois a beleza dos deuses não cabe a olhos mortais."
Porém Psiqué, possuída pela curiosidade resolveu abrir a caixa para espreitar.
Em vez de beleza havia apenas um sono terrível que se apoderou dela. Eros, já
curado, voou em seu socorro e conseguiu colocar o sono novamente na
caixa, salvando-a.
Lembrou-lhe novamente que a sua curiosidade tinha sido, de novo, a sua grande falta. Com
o apoio de Zeus Eros casou-se com Psique, e no devido tempo nasceu o seu filho,
chamado Voluptas (Prazer).


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